michel-temer_2A comissão de ética da Presidência da República abriu nesta segunda-feira (22) processo ético disciplinar para apurar se houve conflito de interesse na conduta no ano passado do hoje secretário especial de comunicação do governo interino, Márcio Freitas.

No domingo (21), a Folha de S.Paulo revelou que uma fundação nacional do PMDB repassou R$ 240 mil ao hoje secretário especial. No mesmo período, ele recebeu salário como assessor na vice-presidência da República. Na época, a Fundação Ulysses Guimarães realizou pagamentos mensais de R$ 20 mil à empresa Entretexto Serviços, da qual Márcio Freitas é sócio-proprietário.

A própria comissão de ética decidiu abrir o procedimento em reunião ordinária e foi aberto prazo de dez dias para que o secretário especial apresente sua defesa. Segundo o presidente do colegiado federal, Mauro Menezes, no ano passado a comissão de ética analisou caso semelhante e concluiu que o servidor público não poderia acumular as duas funções.