Além da provável associação com a microcefalia, o vírus da zika pode estar relacionado a outra condição grave: a hidropsia fetal. Um artigo publicado nesta quinta-feira (25) na revista “PLOS Neglected Tropical Diseases” relata o caso de uma gestante de 20 anos cujo feto, nascido morto, teve o vírus da zika identificado em amostras do córtex cerebral e em outros tecidos do corpo.
O bebê tinha microcefalia e hidrospia fetal, uma condição grave que ocorre quando há acúmulo de fluido em duas ou mais partes do corpo do bebê. Ela pode causar inchaço do fígado, problemas respiratórios, falência cardíaca, inchaço geral, anemia, entre outros problemas.
No caso do feto descrito no estudo, havia líquido no pulmão, tórax, abdômen e sob a pele. Este é o primeiro registro que indica que o vírus da zika pode estar relacionado a problemas fora do sistema nervoso central.
A gestante foi atendida no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador. Exames de ultrassom feitos no segundo e terceiro trimestres da gravidez demonstraram microcefalia servera, hidranencefalia (quando há substituição do cérebro por líquido), calcificações no crânio e lesões destrutivas no cérebro.
