Mais da metade das famílias que têm bebês com suspeita de microcefalia em Pernambuco são de baixa renda. Levantamento feito no início deste mês pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude do estado mostra que das 1.203 notificações de suspeitas da síndrome, 636 envolviam mães inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, criado para que pessoas de baixa renda tenham acesso a políticas públicas de distribuição de renda.
Desse total, 77% são consideradas de extrema pobreza, ou seja, fazem parte de famílias cuja renda per capita seja de até R$ 47. De acordo com o Ministério da Saúde, hoje o estado conta com 1.601 casos suspeitos.
Para a chefe do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco, Ângela Rocha, as condições de vida da população de baixa renda determinam o maior número de infecções nesse público.