O Papa Francisco mencionou, nesta quinta-feira (18), a possibilidade de se usar métodos contraceptivos “como um mal menor” pelo risco que o vírus da zika impõe sobre as grávidas, em declarações no avião que o levou do México a Roma.
Francisco deixou aberta a possibilidade de usar esses métodos ao lembrar que o papa “Paulo VI em uma situação difícil na África (a guerra no Congo belga) permitiu que as freiras usassem anticoncepcionais para casos nos quais foram violentadas”, explicou.
O pontífice afirmou que “o aborto não é um mal menor: é um crime. É eliminar um para salvar o outro. É o que faz a máfia”, disse aos 76 representantes de meios de comunicação internacionais que viajaram junto com ele.
“O aborto não é um problema teológico: é um problema humano, é um problema médico. Se assassina uma pessoa para salvar outra no melhor dos casos. Vai contra o juramento hipocrático que os médicos devem fazer”, acrescentou.
