Batata I O vereador Batata, após anunciar sua saída do PMDB para ser candidato a prefeito de Caicó, foi à Brasília onde manteve entendimentos com presidentes de legendas estaduais, em busca de um partido para comandar.

Entretanto em Brasília, as coisas não se mostraram fáceis, como o vereador pensava. Manteve encontro com os dirigentes do DEM (Democratas), que lhe informaram que a legenda em Caicó é comandada pelo médico e ex prefeito Sílvio Santos, agripinista de longas datas e que não existe nenhuma pretensão de se promover mudança na sua direção.

O vereador procurou o PSDB, do deputado Rogério Marinho a quem também solicitou comandar o partido. Da mesma forma lhe foi dito que o partido é presidido por doutor Tiago Dias, que apoiou o presidente estadual Rogério Marinho para deputado federal, enquanto que o federal de Batata foi outro. Procurou o PTB através de Getúlio Batista, de quem também recebeu uma resposta negativa.

Resta a Batata, depois de ter se desligado do PMDB, de onde saiu com ressentimentos, pois tem usado sistematicamente seu programa de rádio em Caicó, na Emissora Rural, para fazer pesadas críticas aos líderes do partido Garibaldi Filho e Henrique Eduardo, se contentar em ser um simples filiado no DEM, no PSDB ou continuar procurando outra sigla partidária, talvez um partido pequeno, que possa chamar de seu.

Aliados do prefeito Roberto Germano, têm feito cobranças, acerca dos muitos cargos que Batata tem, indicados na atual administração com a qual ele não tem nenhum compromisso, pelo contrário desfere ferinas críticas e ainda pretende enfrentar nas urnas. Segundo avaliação de analistas políticos, Batata pode ter cometido um grande erro e até ter dado um tiro no próprio pé.