O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), revogou o sigilo de um dos inquéritos que investiga o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O caso apura se o parlamentar recebeu propina no valor de US$ 5 milhões para permitir a contratação de navios-sonda pela Petrobras. Nesse inquérito, a Procuradoria-Geral da República já denunciou Cunha. Em seguida, ofereceu um aditamento à denúncia, com fatos novos surgidos a partir da delação premiada do lobista Fernando Baiano.
O próprio relator tem a expectativa de que a denúncia seja julgada no plenário no tribunal até o fim do mês. Se o tribunal concordar com a PGR, Cunha passará à condição de réu em ação penal. Depois de analisada a denúncia, o STF vai decidir se afasta ou não Cunha da presidência da Câmara e também do exercício do mandato, conforme pediu a PGR.
