O empresariado brasileiro não acredita em uma guinada do cenário econômico nos próximos meses. É isso o que aponta uma pesquisa da consultoria Ernst & Young (EY), divulgada nesta quinta-feira (14). O estudo foi realizado no segundo semestre de 2015 e ouviu 1.600 executivos de 53 países, 72 deles do Brasil.

Segundo o levantamento, em outubro de 2014, 8% dos executivos apostavam em melhorias significativas e 26% em avanços modestos para economia local – um ano depois, esses índices caíram para 4% e 19%, respectivamente.

Na mesma comparação, cresceu de 26% para 49% a parcela de profissionais que achavam que o quadro econômico se manteria estável. Por outro lado, a fatia de entrevistados que esperavam um declínio do cenário caiu de 40% para 28% no período.

Na opinião de 32% dos pesquisados, o aumento da instabilidade política aqui e no resto do mundo é o principal risco para seus negócios nos próximos 12 meses. Outros 22% temem o crescimento lento de mercados emergentes estratégicos, 19% se preocupam coma situação da zona do euro, 11% com a volatilidade no preço das commodities e 6% com a taxa de juros de referência dos Estados Unidos.