Uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/RN) na semana passada deixou empreendedores da indústria de confecção no Estado preocupados. Ao todo, a operação percorreu 12 municípios potiguares e fiscalizou 50 facções que prestam serviços a grandes grupos têxteis. E, apesar do MPT/RN não ter divulgado nenhuma autuação oficialmente, as ações causaram incertezas aos pequenos produtores, que temem reduções de demanda e desemprego.
Tais temores justificam-se também pelo atual cenário de insatisfação no Estado, onde especialistas e empresários criticam o excesso de burocracia, tanto para o processo produtivo quanto às leis trabalhistas. Em entrevista recente, Flávio Rocha, vice-presidente do Grupo Guararapes e gestor da Riachuelo, declarou que as fiscalizações e exigências são um dos dificultadores da expansão do programa Pró-Sertão – criado para terceirizar a cadeia produtiva de confecções no RN.