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A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, fez duras críticas a rejeição da reserva de cadeiras para mulheres nos legislativos federal, estaduais e municipais. “É a mais completa tradução de que deputados operam em causa própria, é uma maioria masculina que não tem condições políticas e éticas para reestruturar o sistema politico brasileiro”.

Formada em filosofia política, ela destaca que a proposta das cotas apresentada no plenário da Câmara durante a votação da reforma política, nesta semana, não produziria mudanças bruscas mas poderia aumentar gradualmente a representatividade de gênero.

A proposta, que recebeu 293 votos favoráveis – eram necessários 308 – ficou fora do texto da reforma política. Ela reservava 10% das cadeiras na primeira legislatura, passando para 12% na segunda, até chegar a 15%, em 2027. Além do resultado da votação, Jacira Melo lamentou a postura de parlamentares diante da emenda que, segundo ela, revelaram a cultura machista no Parlamento.