O Globo destacou que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), desafiou nesta quarta-feira o Palácio do Planalto e condicionou, pelo Twitter, a saída de Elias Fernandes Neto à comprovação de irregularidades no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).
Ele argumentou que é preciso a palavra final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revelado pelo GLOBO com prejuízos na ordem de R$ 312 milhões no órgão. Elias Fernandes é o diretor-geral do Dnocs.
“Com respeito aos que me pediam explicações. Dou essa palavra inicial. Aguardo sereno o julgamento do TCU sobre atuação do Dnocs. Apenas isso”, postou o líder no microblog.
Na noite de terça-feira em conversa com o vice-presidente, Michel Temer, o líder foi enfático ao afirmar que Elias só deixará o cargo se fosse comprovada a irregularidade em sua gestão no Dnocs. Temer foi escalado pelo Planalto para conter a crise e conduzir o processo de substituição do comando do órgão.
Na quarta-feira, porém, o Ministério da Integração emitiu uma nota oficial sobre as futuras mudanças nas empresas vinculadas à pasta.
Ainda no Twitter, o líder peemedebista negou que haja ‘fogo amigo’ no caso. “Não há fogo amigo nenhum. A CGU é um órgão de assessoramento do governo, que respeito. Mas pode se equivocar também. Vamos às provas”, diz Henrique Alves, que questiona o prejulgamento do atual diretor-geral.
0 Comentários