11 mar 2013
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Blog do Seridó
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09:12min. 
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Futuro Papa terá que resolver dilema entre segredo e transparência no Vaticano

Não bastassem os escândalos financeiros e sexuais que abalaram a imagem da Igreja Católica na última década, o sucessor de Bento XVI terá de enfrentar um desafio cada vez mais importante em Roma: o da comunicação.

A disputa entre cardeais por mais transparência ou pela preservação da cultura do segredo que norteia até aqui a instituição ficou clara nessa semana, quando o Colégio Cardinalício impôs a seus membros a lei do silêncio em meio às reuniões pré-conclave, estrangulando – pelo menos por ora – o esforço de relações públicas empreendido por um grupo crescente no Vaticano.

O prenúncio da disputa por maior abertura da Cúria Romana foi o caso VatiLeaks, que trouxe a público durante o pontificado de Bento XVI informações sigilosas sobre corrupção e tráfico de influência na cúpula do poder. O vazamento teria sido para muitos um acerto de contas entre facções italianas, mas também uma demonstração de que a relação entre o Vaticano e seus fiéis não pode mais ser baseada na opacidade.

Outra iniciativa por mais transparência vinha sendo feita até a semana passada pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), que convocava entrevistas coletivas nas quais seus cardeais falavam – de forma superficial e sem violar segredos de Estado – sobre os principais temas discutidos nas congregações-gerais.

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