15 jun 2012
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Blog do Seridó
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05:30min. 
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Família afirma não ter dúvida de paternidade no caso Yoki

O advogado Luiz Flávio D’Urso afirmou que a família não tem dúvida de que o executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, é o pai da filha de Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 30. Elize matou e esquartejou o marido em maio. A filha do casal, de 1 ano, poder herdar R$ 218 milhões. Segundo o advogado, não é a família que pretende pedir o exame de DNA, algo que faria parte de um “conjunto de apuração no âmbito criminal”. “A filha é o que os une, portanto (o exame) é mais uma prova a ser realizada. Nada que possa trazer um fato diferenciado de suspeita, nada disso. Tanto é que a posição da família é de que ela é neta e eles vão dar assistência, não têm nenhuma desconfiança em relação a isso, mas é prudente que se faça o exame”.
Acrescentou, ainda, que, todavia,  “o avô não vai requerer isso. No meu sentir, caberia à autoridade policial ou ao Ministério Público, porque aí você pode ter uma motivação do crime, se tiver um resultado diferente do esperado”.

Advogado de Elize, Luciano Santoro, disse que sua cliente tem total convicção de que a menina é filha de Matsunaga e “não há por que o Ministério Público requerer o exame de DNA., até porque Marcos registrou a menina, sabia que era o pai. É lamentável que esse fato tenha sido divulgado à imprensa”, disse. “Não é uma questão que influencie o crime. É uma injustiça com a criança.”

Por trás de supostas desconfianças, mesmo que por “prudência”, há uma fortuna que pode ser de até R$ 218 milhões. Todavia, o advogado da família negou que exista qualquer interesse econômico em discussão neste momento. “Não tem motivação financeira, porque o negócio não se efetivou ainda, deve demorar uns dois ou três meses, segundo informações, para ser concluído” disse D’Urso.
Um novo capítulo do caso vai se dá quanto a guarda da menina, pois o tutor terá também o direito de administrar o que a criança receber como herança, até que ela complete 18 anos.
O especialista em Direito de Sucessão e Família, Alexandre Nassar Lopes, afirmou que “Quem tiver a guarda ganha o poder de gerir esse patrimônio. Vai ter de prestar conta para o juiz e para o restante da família. A guarda vai ser difícil de se definir”.
Fonte: Estado de Minas

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