10 jul 2012
 Por 
Blog do Seridó
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12:04min. 
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Curto circuito provoca grave incêndio em Currais Novos

Uma unidade local do Corpo de Bombeiros: um anseio antigo dos curraisnovenses, que não tem jeito de ser atendido, fez falta na madrugada desta terça (10).
Por volta das 2:30h, um provável curto, provocou um incêndio de grandes proporções na residência da catadora Marluce Pereira, moradora da rua Vereador Silvino Araújo, próximo a feira livre, em Currais Novos.
De acordo com o PM Eronides, vizinhos da residência assustados acionaram a Polícia Militar. “Quando chegamos o fogo já estava alto, liguei a sirene para acordar os vizinhos e sai batendo em porta e porta para pedir ajuda, para apagar”, disse.
E a solidariedade dos vizinhos foi quem evitou uma tragédia. Na casa estava dona Marluce, que mora sozinha; e nos fundos, sua irmã Marlene, com a família, entre os membros, uma filha de 32 anos, com necessidades especiais. “Quando meu vizinho gritou, o fogo já tinha começado, os meninos conseguiram correr, e eu tive que pular o muro, porque não tinha mais como sair, o fogo já estava alto”, explicou a irmã.
Moradores fizeram uma corrente, e munidos de baldes e mangueira, tentavam evitar que as chamas atingissem o apartamento dos fundos e as casas vizinhas. Dois proprietários de carros pipas da cidade trouxeram água, e com a ajuda de bombeiros, que chegaram três horas depois, sem o caminhão-pipa da unidade, conseguiram controlar as chamas.
Vizinhos disseram que o incêndio era uma tragédia anunciada. Na residência incendiada funcionava uma espécie de depósito de material reciclado. A vizinha do lado, ainda muito assustada, disse que já tinha sido feito abaixo-assinado para tentar tirar o material da casa, mas a moradora se recusava. “Já tinha acontecido um princípio de incêndio outra vez, mas ninguém fez nada, agora aconteceu isso”, lamenta.
Graças a agilidade dos vizinhos ninguém se feriu, mas a perda da moradora foi total. Inclusive a casa, que era herança da mãe,  terá que ser demolida, para alívios dos moradores da rua. “A gente vivia assustada, pedia a ela para tirar essas coisas daí, mas ela achava que a gente queria seu mal”, disse dona Lindalva Alves, moradora da frente.
Somente às 6:30h da manhã, quatro horas depois, é que o caminhão-pipa do Corpo de Bombeiros chegou ao local do incêndio, vindo de Caicó.

Fonte: CN Agitos

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