09 set 2010
 Por 
Blog do Seridó
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18:47min. 
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Assessoria da “Coragem Pra Mudar” diz que enfermeira participou voluntariamente de vídeo

Assessoria de imprensa do candidato Carlos Eduardo (PDT) esclarece que a enfermeira do Pronto Socorro do Hospital Tarcísio Maia, Sandra Andréia Duarte, participou voluntariamente da gravação do programa eleitoral.

Em nota oficial, a assessoria explicou que ela foi informada de que o vídeo trataria da gestão municipal da saúde em Mossoró e de que ele seria utilizado na propaganda eleitoral da coligação “Coragem pra Mudar”. “Isso é comprovado através do documento de autorização da imagem que ela assinou (em anexo)”, diz a nota.

As perguntas foram informadas previamente:

1 – Como a senhora vê a assistência materno-infantil em Mossoró?

2 – Quais são os principais problemas que enfrenta no seu dia-a-dia como enfermeira do Pronto Socorro?

3 – A que a senhora atribui esses problemas?Sandra Duarte ficou livre para responder como quisesse.

Além disso, o fato de a coligação Força da União veicular em programa eleitoral que o fechamento dos hospitais “não tem relação com a administração municipal”, já que não se tratavam de unidades municipais, mostra quão despreparada está para governar.

À medida que os hospitais foram fechados, o município não construía sua própria infraestrutura ou substituía os convênios, e o resultado é que Mossoró foi ficando sem cirurgias eletivas, sem UTI infantil e com apenas três leitos de UTI neonatal que atende pelo SUS – demanda insuficiente para atender apenas Mossoró.

A deficiência da assistência materno-infantil já foi documentada em reportagens e depoimentos na imprensa local, como a história dramática do jornalista Carlos Duarte, que teve a filha recém-nascida morta por falta de equipamentos.

Mas Mossoró, por ser cidade pólo da região Oeste, possui sistema de gestão plena, e de acordo com o que estabelece o SUS, de garantir todo atendimento de baixa, média e alta complexidades para todos os habitantes da região – e recebe recursos para isso. Ainda de acordo com a legislação, esses serviços deveriam ser oferecidos preferencialmente por unidades públicas de saúde, mas nada foi construído nas duas últimas décadas.

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