17 out 2010
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Blog do Seridó
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09:06min. 
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Participação de Serra em missa no Ceará causa tumulto

Segundo informações do jornal Diário do Nordeste, a campanha de José Serra (PSDB) no Estado do Ceará terminou com tumulto, ontem à tarde, na Basílica de Canindé, onde foi celebrada missa dentro dos festejos em homenagem a São Francisco.

O motivo da confusão foi a manifestação do celebrante que, mostrando um panfleto entregue por militantes da campanha do tucano dizia que a adversária de Serra, neste segundo turno, Dilma Rousseff (PT), era a favor do aborto. O sacerdote disse que distribuição daquele material não poderia ser atribuída à Igreja.

As declarações do padre geraram irritação ao senador Tasso Jereissati (PSDB). Primeiro, o tucano disse que o pároco não poderia fazer tal ação em nome da Igreja, acrescentando que “isso é uma atitude não cristã. Lamento, porque venho aqui desde criança e nunca vi um sermão desse jeito”. Tasso declarou que não se sentia constrangido pelo sermão do padre, mas sim pelas bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT) que estavam fora do recinto.

O clima de constrangimento já era visível logo no início da celebração. Poucos minutos depois de José Serra chegar à missa, acompanhado do senador Tasso Jereissati, do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e de outros correligionários, o padre lamentou que algumas pessoas não foram à Igreja com o objetivo de acompanhar a cerimônia. “Se alguém veio com outra intenção é melhor se retirar. Não defendo bandeira A ou B, mas a do Evangelho’, ressaltou, pedindo respeito aos demais presentes que foram ao recinto não para ver o pároco ou aos políticos, mas a São Francisco.

Depois da advertência do padre, a missa transcorreu com naturalidade, até o momento da Comunhão. Após José Serra, Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara comungarem, romeiros que estavam na missa, pediam para tirar fotos com os políticos. Tais manifestações geraram novamente irritação ao pároco. “As pessoas que estão fazendo imagem, não é assim que se vê política. Isso é profanação. É lamentável, as pessoas querem comungar e não podem”, colocou.

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