14 jun 2017
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Blog do Seridó
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Estrela abortada gira em torno de estrela morta

BBCnJpzPesquisadores liderados por Saul Rappaport, do MIT, descobriram um sistema estelar binário em que uma anã-marrom, espécie de aborto de estrela, está girando por aí com uma anã-branca, ou seja, uma estrela morta. O período orbital dos objetos – que dão voltas um em torno do outro, como um cachorro que corre atrás do próprio rabo – é de meras 72,1 horas. A velocidade é de 100 quilômetros por segundo, rápido o suficiente para atravessar o Atlântico, do Brasil até a a costa africana, em mais ou menos um minuto.

No artigo científico, eles revelam que a massa da anã-marrom é cerca de 6,7% do Sol – mais ou menos 67 vezes a massa de Júpiter. A anã-branca, por sua vez, tem 40% da massa da nossa estrela. Em outras palavras, elas são objetos de pouquíssimo brilho, mas muito maiores que nosso planeta, em uma órbita mútua de velocidade impensável. Será que o suficiente para levar uma multa? Para detectar essa infração de trânsito cósmica foi necessário cruzar os dados de cinco telescópios terrestres localizados em três continentes diferentes – o radar mais complicado da história.

Anã-branca é o último estágio de vida de qualquer estrela pequena. Esse será o destino do Sol e de 98% dos outros pontinhos de luz que vemos no céu – pouquíssimas estrelas são grandes o suficiente para evitar esse desfecho e explodirem em supernovas, um evento astronômico completamente diferente que você pode entender melhor aqui.

A aparência de uma anã-branca é a de um pequeno núcleo, formado predominantemente por oxigênio e carbono, que retém bastante calor. Ao longo de milhões de anos, porém, sem nenhum combustível para aquecer esse coração, ele esfria até desaparecer.


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